Resenha: O Diário de Anne Frank

sábado, agosto 16, 2014


              Confesso que, livros com contexto histórico sempre me chamam a atenção. Principalmente se for relacionado a Segunda Guerra Mundial.
              Assim que li "A menina que roubava livros" , meu gosto pelo tema aumentou e a curiosidade para ler  O Diário de Anne Frank também. Ainda mais por ser um diário real.  Essa edição é a ultima lançada e definitiva. Por conta da curiosidade, nem quis esperar para comprar, corri na biblioteca e peguei <3








“E, se eu não tiver nenhum talento 

para escrever livros ou artigos de jornal, bom, sempre posso escrever para 
mim mesma. … Quero continuar vivendo depois da morte! E é por isso 
que agradeço tanto a Deus por ter me dado esse dom, que posso usar para 
me desenvolver e para expressar tudo o que existe dentro de mim!”   - Anne Frank


        


  A Anne, é uma menina judia, que vive em Amsterdam, na Holanda. No dia do seu aniversário de 13 anos, ganha um diário do seu pai, Otto Frank.  A pequena Anne escreve nele entre os anos de 1942 e 1944. Ali ela descreve como é a sua vida, o que ela acha das pessoas, expressa opiniões. Sua paixão é escrever.
           
         Nas primeiras páginas, essas descrições são simples, como a convivência em casa, na escola, garotos e amigos. Mas de repente a história muda, exatamente como na vida dela. Os nazistas chegam a Holanda, então Anne e sua família são obrigados a se esconderem. Eles vão para o porão da empresa, onde Otto Frank trabalhava. Tanto para se alimentar, quanto para manter o segredo, eles contam com a ajuda de alguns colegas que trabalhavam com Otto. O porão foi nomeado pela Anne de Anexo Secreto e praticamente, seu diário se passa ali.
          No Anexo Secreto também são abrigados  a família Van Daan ( 3 pessoas),  e mais tarde o Sr. Dussel. Um lugar muito pequeno, sendo divido por 8 pessoas. O estresse era inevitável.  
      
           
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          No início, a Anne faz uma apresentação dela, da família , da sua vida. Tudo o que ela tem a dizer é como sua vida é normal.  A partir do momento em que eles se mudam para o anexo, ela percebe que esta sozinha naquele lugar e se apega ao diário como sua melhor amiga, tanto que o nomeia de Kitty.

          Como eu disse, o estresse era inevitável. Durante o livro são narradas várias brigas, e na maioria, o motivo é quase sempre ela. Nessas horas da pra ver como a atitude de adolescentes não mudam com o passar das décadas.  Mesmo assim, ela é uma adolescente muito inteligente e estudiosa, o que me surpreendeu bastante. Ela esta sempre lendo, pesquisando e estudando. Não tinha muito o que fazer no Anexo e mesmo assim ela fazia com gosto. Fora as birras de adolescente, ela é uma menina de personalidade muito forte, opinião formada e nada influenciável. 
           Ali também tem as curiosidades dela sobre sexualidade, sobre o próprio corpo e o corpo dos garotos. Reflexões sobre os casamentos que ela observava, inclusive o de seus pais. Seus sonhos, suas frustrações com a vida miserável que estavam tendo. Inclusive, quando vai chegando o  final do livro, tem um texto da Anne sobre a posição das mulheres na sociedade e eu achei tão lindo o que ela escreveu,que até tirei foto e pretendo imprimir e guardar. <3 Olha ai: 



        



             























O  diário não conta muitos detalhes sobre a guerra, porque era um diário de uma menina de 13 anos e a intenção era que ninguém soubesse o que tinha ali.  Até que um dia ela ouve pelo rádio, pelo Gerrit Bolkestein, que quando acabasse a guerra, ele iria criar um arquivo público e citou o uso de cartas e diários. Como a Anne escrevia muito, seu diário estava escrito em muitas folhas avulsas. Para que seu diário fosse publicado, ela começou a reescrever, editar e organizar tudo o que tinha escrito, desde o começo. Para não prejudicar quem os ajudou, e quem estava  no anexo, ela criou pseudônimos. 



     Durante a leitura, eu ia absorvendo as opiniões da Anne,ou seja, tudo o que ela pensava sobre as pessoas do anexo, eu também pensava. Por exemplo, ela faz críticas fortes em relação a mãe, a irmã e o Sr. Dussel ( esse pseudônimo, significa : idiota ou tonto) , e eu já estava até sentindo antipatia com eles. Isso mudou, assim que vi o filme.

    Sou muito curiosa, então, vi o filme antes de terminar o livro.


      O foco no filme era a Anne, então cenas dela escrevendo, dela chorando e afins aparecem mais. Mas conseguiram perfeitamente mostrar com expressões faciais e poucos diálogos, o quanto todos estavam abalados com aquela situação e até mesmo em estado de negação. 

      Vendo o filme, também consegui ver o lado de cada um deles, em especial do Sr. Dussel,  a mãe(Edith) e a irmã (Margot) , que eram pessoas simples, que tentavam não demonstrar tanto sofrimento.  Eu tinha uma visão da Margot muito diferente, achava que ela era metida e rude com a Anne, mas era tudo birra dela, então... 
Com o Sr. Dussel, fiquei extremamente comovida, e enquanto lia o diário, não parei para pensar que ele estava sozinho, sem alguém que o amasse. Todos estavam em família, menos ele.



                      Eu me identifiquei muito com a Anne, principalmente com os sonhos. Ela tinha pensamentos de uma mulher atual, queria estudar, mudar de vida, viajar pelo mundo, se tornar escritora e ficar pra história, enquanto muitas mulheres daquela época, só tinham sonhos de casar, ter filhos e ser dona de casa.  Como ela mesmo disse: " [...]Quero continuar vivendo, mesmo depois da morte! [...]" .  - Sempre comento com meus amigos e com meu namorado, que quero me formar em alguma área e ter uma carreira. Não quero só me formar e ter um emprego. Quero ser diferente. E foi ai, que eu me vi na Anne.   Mesmo sem saber, ela conseguiu o queria <3





(Acredito que isso não seja um spoiler, pois a história é bem conhecida)

        Alguém os denunciou, e depois de descobertos, todos no anexo foram levados para campos de concentrações e de extermínio. Dos 8 integrantes que estavam lá, apenas o pai de Anne sobreviveu.  Assim que voltou para Amsterdam, decidiu que iria compartilhar e realizar o sonho da filha, publicou seu diário.
         O Diário de Anne Frank, foi editado e lançado diversas vezes, essa que eu li é a última e definitiva . Nela contém fotos, e muito mais páginas do diário dela.



  Se você não pode visitar pessoalmente o Anexo Secreto, assim como eu. Clique aqui e veja em 3D, onde a Anne vivia com os outos 7 integrantes. A emoção é indescritível.  Ainda vou realizar meu sonho e visitar esse lugar ='(


             Espero muito que tenham gostado, e deixo aqui o meu recado pra vocês : Aproveitem a vida ao máximo, sonhem e lutem. Ela é tão curta e não precisamos   de muito tempo pra fazer a diferença.

         Beijooos e até o próximo post =*


 

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