Meu caso de amor com " A menina que roubava livros"

sexta-feira, junho 20, 2014


      Sempre ouvi falar desse livro, ou melhor, sempre vi uma foto muito famosa na internet, mas não sabia nada sobre o enredo e acabei não tendo nenhum interesse/animação em lê-lo.


           Um dia, navegando pelo facebook, vi o trailer do filme e percebi do que o livro se tratava, o período em que se passava. Esse foi o meu impulso para ler o livro.
            Demorei a compra-ló, por motivos de que a minha fonte de renda ( mãe) me enrolou. kkkkkkkk 
Pra vocês terem uma noção, quando o adquiri, o filme já estava quase saindo de cartaz no cinema. Assim que o comprei, ainda enrolei um pouco para ler, mesmo estando com muita expectativa em cima dele.
 

             O que dizer sobre esse livro? Foi a melhor leitura da minha vida.


         A menina que roubava livros, conta a história de Liesel Meminger e se passa na Alemanha, entre 1935 e 1943 (Segunda Guerra Mundial). E o melhor, quem narra a história é a  MORTE.




      Quando o livro começa, Liesel tem de 9 pra 10 anos. Ela e o irmão mais novo estão sendo levados pela mãe, para  Molching, uma cidade próxima à Munique, para uma nova família. Infelizmente, no meio do caminho o irmãozinho de Liesel falece e a partir desse momento, a menina tem que enfrentar esse processo de mudança sozinha.
    PS: A mãe de Liesel era comunista, então já sabemos o porque do "abandono"

        A menina é levada para Hans e Rosa Hubermann, um pintor desempregado de coração doce, apaixonado pelo seu acordeão e uma dona de casa rabugenta que xinga quase o tempo todo. Eles moram na rua Himmel ( que significa céu,e que de céu não tem nada), uma área bem pobre da cidade.
       Ali, Liesel começa sua história. Conhece pessoas especiais, como seu melhor amigo Rudy Steiner e alguns grupos de "amigos" nem tão especiais assim.

       O que mais impressiona no livro, é a personalidade da Liesel. Mesmo sendo tão novinha, ela tem opinião, gênio forte, encara os desafios de frente e tudo em cima da ingenuidade de uma criança, mas nada inocente ou burra. Ela esta sempre prestando atenção em tudo a sua volta e questionando no pensamento. E com tão pouca idade, não ficou algo forçado ( nem no livro, nem no filme). Outro quesito que me surpreendeu, é como Hans cuida da menina, como se fosse sua filha.

  E onde entra a roubadora de livros?

            Como já foi citado, a situação financeira não era muito boa. Aliais, era péssima. Logo, Liesel não tem regalias com nada, muito menos com livros. Então, ela tem certa "sede" por roubá-los.  Nos livros, a menina encontra um jeito de fugir de todas as preocupações com tantas mudanças. Com o tempo, as palavras começam a fazer parte de sua vida.
         

     Ao longo do livro, a menina alemã passa por muitas dificuldades. Ela tenta entender o mundo a sua volta, o ódio aos judeus,o significado da palavra comunista...   Por falar em judeu, também existe um judeu em sua  vida. Max Vandenburg, seu amigo quase invisível ao mundo, que vive em seu porão. Aquele em que ela jurou jamais falar sobre. 

      Vou parar de falar, se não vou querer contar o livro todo. Poderia passar a vida escrevendo sobre ele.
    
       Os personagens são apaixonantes, assim como a história do livro, é claro.  Cada um com sua personalidade. Até, Rosa Hubermann me conquistou e pensei que ia odiá-la. Por falar em ódio, tive esse sentimento com uns 2 personagens, mas só estão de passagem e não fazem tanta diferença.

     
          Enfim, o livro todo é surpreendente  e o final é mais ainda. O Markus Zusak conquistou meu coração do inicio ao fim. A ideia de ter a morte narrando uma história, é sensacional. Me fez ver a vida diferente, me fez ter vontade de viver.

                 E se saísse livros extras sobre a vida de Liesel  ( quem leu o livro ou viu o filme, vai me entender), eu compraria todos. Muito amor né?
                A minha nota pro livro e pro filme é 10. Com toda certeza.

O FILME


       






         Normalmente os filmes que são inspirados em livros, deixam muito a desejar no quesito conteúdo ou a adaptação dos personagens. Em " A menina que roubava livros", isso não acontece. Tem mudanças sim, e isso não interfere na história, no entendimento. Os personagens, ficaram muito parecidos com a descrição do livro. Só o Rudy, que o imaginei mais feio aushauhsuah'.

        Senti falta de algumas partes do livro, coisas que faziam parte da rotina da Liesel. E vendo o filme, percebi que não mudou muita coisa na história.

     O filme é ótimo, e o livro é melhor ainda. Rico em detalhes, que nos fazem aprofundar melhor e se sentir parte da vida da Saumensch ( um xingamento alemão, que acabou sendo o apelido da menina).
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                       Não sou experiente em falar sobre livros ou filmes, mas tentei e espero de todo coração que vocês tenham gostado.  Pra vocês verem como gostei, que até arrisquei essa resenha sobre ele.
       Vale muito a pena ler, e até agora não vi ninguém fazer críticas negativas. O filme também vale muito a pena. 
  
              Se você já o leu ou viu o filme, comenta aqui embaixo o que acharam. Vou amar saber.
                                    Beijinhoooooooooooooos e até o próximo post =*

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